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domingo, 17 de abril de 2011

Lov Blogs

Já faz tempo que me apaixonei pelos diários virtuais. Dai criei coragem e coloquei o meu no ar. No começo (como tudo no começo) foi lindo, tinha tempo, mil ideías e tudo mais mas, com o tempo... com a correria do dia a dia acabei deixando o meu blog de lado.
E há alguns dias fiz uma reportagem exatamente sobre os blogs e foi então que conheci algumas meninas que alimentam suas paginas e são apaixonadas.. foi ótimo porque meu deu saudade dos meus dias aqui e agora, ESTOU DE VOLTA!!! hehehhe!!!!
E agora com novas idéias e mais inspiração..rsss



domingo, 9 de maio de 2010

103 anos de um Pantaneiro

No dia das mães minha familia ganhou um presente imensurável.
Uma linda entrevista com o meu Avó Carlinhos Reiners,publicada no Diário de Cuiaba. Segue o texto na integra.

**********
A cidade vive dos que vivem e viveram nela

O Sr. Carlos Reiners, conhecido carinhosamente pela cuiabania como Carlinhos Reiners, estará completando no dia 10 de agosto próximo nada mais nada menos que 103 anos de idade. De vida, de trabalho, de muita luta, melhor dizendo. Ele é o nosso entrevistado.

Exceto a audição que já está um pouco prejudicada, entende de tudo e sabe responder com clareza à perguntas que lhe são feitas.
Mas tem ao seu lado uma pessoa fantástica: a esposa D. Maria Serafina de Carvalho (D. Didi) que o acompanha, apóia, ajuda, compreende tudo que o marido deseja expressar e dá o toque de alegria à casa genuinamente cuiabana edificada na Avenida Dom Bosco e com o pé direito acima dos 3 metros de altura, para diminuir o nosso calor de 40 graus.


DC Ilustrado - Onde o Sr. nasceu, Sr. Carlinhos?
Carlinhos Reiners - Nasci na localidade de Corixo, na Fazenda do município de Santo Antonio do Leverger, no dia 10 de agosto de 1907 e sou filho do alemão Dom Jorge Reiners e de D. Leopoldina de Almeida Reiners, uma sobrinha do Coronel Antônio Paes de Barros, o célebre Totó Paes.


DC Ilustrado - E como foi para esse alemão Jorge Reiners vir parar em Mato Grosso?
Carlinhos Reiners - Meu pai era afamado engenheiro mecânico, especialista na montagem de máquinas para Usina de Açúcar.

O coronel Antônio Paes de Barros era o proprietário da Usina Itaicy e adquiriu em Buenos Aires, capital da Argentina, todo o maquinário alemão do qual a firma portenha era representante.
Como nas cercanias de Cuiabá e de Mato Grosso não existia pessoal especializado para proceder à montagem da nova usina, Totó Paes pediu e conseguiu que a concessionária Argentina mandasse para Cuiabá o engenheiro Jorge Reiners para acompanhar as montagens das máquinas. E o papai chegou à Usina Itaicy no ano de 1903 com a incumbência de supervisionar a implantação e treinar pessoal que pudesse prestar assistência técnica à usina. Como a mão de obra local era fraquíssima teve que colocar a mão na massa, isto é, fazer praticamente sozinho a montagem. Habilidoso, o Coronel Totó Paes conseguiu que a permanência do papai fosse prorrogada por mais um ano e, nesse ínterim, ele não resistiu aos encantos de minha mãe, sobrinha de Totó. E logo estava casado com minha mãe D. Leopoldina de Almeida Reiners.

Veja como é o destino: veio montar uma usina e acabou casado com a sobrinha do dono.


DC Ilustrado - E depois do casamento.
Carlinhos Reiners - Dom Jorge, como era chamado meu pai e dona Leopoldina, minha mãe, tiveram três filhos: José, Carlos e Ema. Uma epidemia de tifo grassava em Cuiabá e redondezas e meu irmão mais velho, José, veio a falecer, ainda na infância.
Minha mãe D. Leopoldina, também vítima do tifo, faleceu precocemente quando a Erna estava com 9 meses e eu com 1 ano e 8 meses.
Fomos criados pela vovó Maria da Glória Paes de Barros Almeida e pela tia e madrinha Ana Maria de Almeida Pompeo, casada com João Batista Pompeo.
Minha irmã Ema casou-se com João Henrique Vilá e fez os Reiners inserirem-se ainda mais no seio das famílias tradicionais mato-grossenses.


DC Ilustrado - E como foi sua infância?
Carlinhos Reiners - Acho que foi muito boa igual aos garotos do meu tempo. Na companhia dos meus primos Venina e Lídia, na Fazenda Tapera, que ficava perto do Corixo, brincávamos e subíamos em árvores e brincava, também, na Fazenda da vovó, nas terras da Ponta do Morro, às margens do Rio Mutum. Tudo muito alegre e divertido.


DC Ilustrado - E os estudos?
Carlinhos Reiners - Papai era muito preocupado com essa questão. Foi por isso que nos mandou, Erna e eu, morarmos algum tempo na casa do parente e amigo João Francisco de Arruda, no Porto Urbano, onde aprendemos as primeiras letras com o professor Ludgero.
Depois vim para Cuiabá e fui estudar no Colégio dos Padres onde os alunos aprendiam de tudo: instrução e ofício. Um internato muito bom que prestou inestimáveis serviços à mocidade de Cuiabá e de Mato Grosso

DC Ilustrado - Alguma formatura?
Carlinhos Reiners - Não cheguei a ser bacharel. Minha tia e madrasta Nenê (Maria José de Almeida) incutiu na cabeça do meu pai, Dom Jorge, que era dinheiro jogado fora a minha manutenção estudando em Cuiabá. E papai mandou me buscar e voltei à fazenda Corixo, onde fui ser vaqueiro e curraleiro. É uma questão de destino. Hoje não sei dizer se foi melhor ou pior para mim. Se for avaliar o lado educacional, foi pior, né? Fazia de tudo na fazenda e até as compras, na Usina Flechas, do Sr. João Pedro de Arruda, era eu quem me incumbia de fazer.
Vivi no Corixo até a morte de meu pai quando, então, por herança, recebi outras terras e fui montar minha própria fazenda.


DC Ilustrado - E os casamentos?
Carlinhos Reiners - Casei-me aos 24 anos com Antonieta Teixeira Ribeiro e tivemos sete (7) filhos: Carlos Jorge, Jecelino, Hugo, Osvaldo, Jocilda, Rosa e Leopoldina.


DC Ilustrado - O Carlos e o Jecelino eram comunistas?
Carlinhos Reiners - Lutei muito e consegui, graças a Deus, formar todos os meus filhos. O fato de ter filhos simpáticos ao comunismo nunca me abalou. Aliás, eles não me davam nenhum tipo de trabalho. E olha que naquele tempo precisava ter coragem para se declarar comunista. Hoje tudo é diferente e, muitos comunistas, por tudo que fizeram, são até homenageados. O Carlos, por exemplo, realizou obra magnífica em Mimoso e ali permaneceu ensinando e dirigindo a Escola local. O Jecelino também foi um sociólogo que se notabilizou nos primórdios da UFMT. Ambos morreram trabalhando muito pelo próximo.
Às vezes eu me pergunto: é melhor ser comunista ou vigarista? Meus filhos atuaram no campo ideológico, programático, mas nenhum deles foi terrorista, assaltante, sequestrador, etc.
O Carlos, o meu mais velho filho, até ia receber uma homenagem, mas morreu antes disso.


DC Ilustrado - O Sr. ficou viúvo?
Carlinhos Reiners - Fiquei. E durante a viuvez tive um relacionamento rápido com Maria Pedrosa advindo a filha Maria Regina.


DC Ilustrado - E o novo casamento?Carlinhos Reiners - Três anos após a perda da primeira esposa casei-me novamente com Benedita de Carvalho (D. Didi) minha atual esposa, companheira e amiga. Numa festa na casa de João Francisco e Juanita, aniversário do filho João Luiz, teve início o nosso namoro. E o nosso casamento aconteceu no dia 27 de junho de 1951, na Igreja da Boa Morte, em ofício presidido pelo saudoso Frei Quirino. Aliás, a Didi era “filha de Maria” da Paróquia Nossa Senhora da Boa Morte e por esse motivo escolhemos aquela Igreja.


DC Ilustrado - Não houve festa de casamento?
Carlinhos Reiners - Houve. Como o enlace foi pela manhã a minha sogra D. Maria Rita de Carvalho ofereceu um chá com bolo aos convidados, parentes e amigos, e mais ou menos às 10 horas dessa mesma manhã já estávamos viajando para a Fazenda Pouso Lindo onde passamos a nossa lua de mel e vivemos muito felizes nesses anos todos de vida em comum. (D. Didi interveio para dizer que: “o Carlos sempre foi uma pessoa muito boa, trabalhador, marido e pai exemplar”). E o Sr. Carlinhos completa “Ela também sempre foi uma ótima esposa e mãe”.
DC Ilustrado - E a Sra. D. Didi, deixou tudo de lado?
D. Didi - Eu estava - e continuo - completamente apaixonada. Deixei tudo de lado para segui-lo. Sou contadora formada, mas, nem pude exercer a profissão. Virei cozinheira de peões.


DC Ilustrado - O Professor Aecim Tocantins nos disse que é muito amigo da família.
D. Didi - Realmente, ele é nosso amigo de muitos anos. Ele foi até meu professor na Escola Técnica de Comércio. Hoje acho que ele já passa dos 90 anos por que eu já passei dos 80. Risos..
DC Ilustrado - E os filhos do segundo casamento?
Carlinhos Reiners - Tivemos seis filhos: Antonio Carlos, Esmeralda, Eliete, Emília, Sebastião Jorge e Edmundo. Tive, portanto, 14 filhos, todos formados e que não me deram nenhum tipo de aborrecimento. Só alegrias. Devo ter uns 40 netos, 25 bisnetos e alguns tataranetos.


DC Ilustrado - Os Reiners aumentaram muito, o Sr. não acha?
Carlinhos Reiners - Os filhos foram casando e os desdobramentos aconteceram naturalmente. Só para exemplo: uma filha casou-se no clã Gaiva e, recentemente, os Gaivas com i e com y (Gahyva) fizeram uma “festinha” particular e reuniram mais de 400 parentes. Isso é muito bonito e fico feliz com a grande quantidade de parentes que os meus 14 filhos foram me dando.


DC Ilustrado - O Sr. cultiva alguma lição de Dom Jorge?
Carlinhos Reiners - Várias. Mas tem uma que nunca me abandonou. O meu pai me ensinou: “Quando você não puder fazer o bem, meu filho, não ajude nunca a fazer o mal.” Acho isso uma lição de vida.


DC Ilustrado - Qual a sua maior alegria?
Carlinhos Reiners - O sucesso de minha descendência e olhar o meu gado no pasto. Consegui unir uma pacífica convivência entre o homem e a natureza. Amo a um só tempo pessoas e animais.


DC Ilustrado - O Sr. já dividiu os seus bens?
Carlinhos Reiners - Nesta altura da vida já não mando muita coisa, apesar de gozar do respeito de todos. Meus filhos me pediram a divisão e eu a fiz em vida. Pareceu-me ser o melhor caminho para evitar possíveis brigas. Dividindo as coisas antes da morte, a gente fica com a oportunidade de se auto-defender. Alegro-me por vê-los unidos: filhos, netos e bisnetos.


DC Ilustrado - O Sr. tem alguma tristeza?
Carlinhos Reiners - A vida é tão curta que não tive tempo para ficar triste. Aliás, quem sempre viveu do trabalho e para o trabalho como eu, não tem tempo para tristezas e decepções. A vida é uma só ... Nem mágoa tenho de nada.
DC Ilustrado - E as alegrias?
Carlinhos Reiners - Muitas. A família crescendo unida, os sucessos dos descendentes é a maior de todas; e trazer os filhos das pessoas, meus empregados e vizinhos, para a Escola. Sempre fiquei feliz em ajudar.
DC Ilustrado - O Sr. se lembra quantas cabeças de gado já teve?
Carlinhos Reiners - Entre minhas fazendas Pouso Lindo e Laguna já tive mais ou menos oito mil cabeças de gado. Houve um tempo em que fui chamado Rei do Gado, por causa da novela da Globo - diz sorrindo -.


DC Ilustrado - O Sr. já pertenceu a algum partido político?
Carlinhos Reiners - Sempre fui do PSD e contribuía mensalmente para a manutenção do partido. Diferente de hoje, não é? (Realmente, é bem diferente - dissemos -. Antes havia a identidade partidária e as pessoas filiavam-se aos partidos políticos à vista de seus programas e da boa fama de sues líderes e dirigentes. Hoje os partidos são mantidos pelos mensalões, mensalinhos, comissões de até 30% e concorrências fraudadas. Quanto progresso!...)


DC Ilustrado - Em sua opinião quem foi o maior governador de Mato Grosso?
Carlinhos Reiners - Foi Jayme Campos. Ele foi o único governador a atravessar os rios do pantanal.


DC Ilustrado - O Sr. foi à inauguração de Brasília?
Carlinhos Reiners - Fui convidado para o ato. Com alguns amigos fretamos um avião e fomos até o planalto central na inauguração da nova Capital da República. Uma beleza!


DC Ilustrado - Como é hoje a vida do velho pantaneiro?
Carlinhos Reiners - Bem mais sossegada. Quando quero ler alguma coisa do meu interesse pego os óculos e leio, tomo guaraná três vezes ao dia, não fumo e não bebo e até a coca cola diminui por recomendação médica e sempre que posso visito Chapada, onde tenho casa e, também, vou à fazenda. Como de tudo, mas, como pouco. A gente come para viver e não vive para comer.


DC Ilustrado - Hoje é melhor que ontem?
Carlinhos Reiners - Olha, tudo é igual. Até o calor de Cuiabá é a mesma coisa. Todo o tempo é bom para viver desde que se tenha saúde para trabalhar - finalizou -.
CONCLUSÃO
*Não é fácil viver mais de um século neste mundo cheio de armadilhas, ciladas, oferecimentos, perseguições e dificuldades sem uma única nodoa. Mas é possível!
*E a prova de que é possível construir uma vida dentro dos princípios norteadores da decência, da honestidade e da dignidade está em Carlinhos Reiners.
*Nada e ninguém conseguiu abalar o seu estilo de vida simples, devotada ao trabalho e abastecida no seio de uma família numerosa e unida.

*Não se conhece uma única restrição a essa vida exemplar do pantaneiro corajoso que nunca teve medo de cumprir as suas obrigações e compromissos.


Ao prestar esta homenagem a Carlos Reiners o Diário de Cuiabá tem a certeza de que está plantando sementes para que tenhamos, a partir do seu exemplo, mais homens de bem ilustrando a história de Cuiabá e de Mato Grosso. Nós temos feito o inventário dos arquivos do silêncio. Aliás, desde sempre o Diário jamais perdeu de vista a obrigação assumida com a gente cuiabana: informar com responsabilidade para formar homens comprometidos com a grave herança de fazer o nosso mundo melhor e mais justo para embalar a cidade que vive dos que vivem e viveram nela.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Choose LoV


Quando encontrar alguém e esse alguém fizer
seu coração parar de funcionar por alguns segundos,
preste atenção: pode ser a pessoa
mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e, neste momento,
houver o mesmo brilho intenso entre eles,
fique alerta: pode ser a pessoa que você está
esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo
for apaixonante, e os olhos se encherem
d'água neste momento, perceba:
existe algo mágico entre vocês.
Se o 1º e o último pensamento do seu dia
for essa pessoa, se a vontade de ficar
juntos chegar a apertar o coração, agradeça:
Algo do céu te mandou
um presente divino : O AMOR.

Se um dia tiverem que pedir perdão um
ao outro por algum motivo e, em troca,
receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos
e os gestos valerem mais que mil palavras,
entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.

Se por algum motivo você estiver triste,
se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa
sofrer o seu sofrimento, chorar as suas
lágrimas e enxugá-las com ternura, que
coisa maravilhosa: você poderá contar
com ela em qualquer momento de sua vida.

Se você conseguir, em pensamento, sentir
o cheiro da pessoa como
se ela estivesse ali do seu lado...

Se você achar a pessoa maravilhosamente linda,
mesmo ela estando de pijamas velhos,
chinelos de dedo e cabelos emaranhados...

Se você não consegue trabalhar direito o dia todo,
ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...

Se você não consegue imaginar, de maneira
nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...
Se você tiver a certeza que vai ver a outra
envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção
que vai continuar sendo louco por ela...

Se você preferir fechar os olhos, antes de ver
a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes
na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.
Às vezes encontram e, por não prestarem atenção
nesses sinais, deixam o amor passar,
sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.
É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais.
Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem
cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!! (Drummond)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Looking 4 my cherry...